Entre, o palco é seu!

Entre, o palco é seu... Seja bem vindo!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Nunca te esqueças, querida mãe!

Como foi que chegámos até aqui, minha querida mãe? Como foi?
Como foi que o tempo te transformou na rocha invencível
Soletrada entre os abismos, onde o sonho nunca se findou?
Diz, por favor, como atravessaste as agruras
Dos caminhos invernosos que nunca recusaste percorrer?
Traz-me essa cor de alegria, feita de cristal, que vais
Espalhando nas ruas sinuosas que completam o teu nome.
Ensina-me como enfrentaste a ameaça dos dias cinzentos
Às portas da tua fortaleza…
Deixa-me essa marca do destino que te fez
Mulher entre as mulheres para que eu possa sempre
Renascer entre o pó das cidades adormecidas.
Entrega-me essa força das palavras
Que as horas vão dissipando pelos corpos das searas.
Diz-me que ainda gritas por mim, quando saio para a vida,
Para que eu possa transformar-me na túnica que te cobre de incenso…
Não te esqueças, mãe
Nunca te esqueças de me lembrar

Como foi que chegámos até aqui!

SChainho (17, setembro, 2015)


domingo, 21 de junho de 2015

"Um dia branco"

"Um dia branco
Dai-me um dia branco, um mar de beladona
Um movimento
Inteiro, unido, adormecido
Como um só momento.

Eu quero caminhar como quem dorme
Entre países sem nome que flutuam.

Imagens tão mudas
Que ao olhá-las me pareça
Que fechei os olhos.

Um dia em que se possa não saber."
SMBAndresen


sábado, 13 de junho de 2015

Um dia Grande

ontem foi um dia Grande,
sim, ontem foi um dia muito Grande
foi o dia das imagens, da pureza do olhar
que não tem palavras, da verdade, 
da crença, da certeza dos recomeços,
da bondade e das recompensas

um dia em que a grandeza dos afectos,
a força dos abraços e a beleza dos sorrisos
não teve limites, não teve amarras
o dia crepitou na pele, semeou coragem,
revelou sabedoria, cresceu a valentia...

ontem, foi o dia do transbordar da alma,
da luta e do combate contra as amarguras
a caírem no poente, foi o momento 
de caminhar por entre as muralhas
a esmagar a insegurança do futuro,
o culminar de um percurso aquecido 
pelo sangue do poema que se fez

sim, ontem eu vi claramente
as vossas faces orientadas para a luz
que iluminará  esse longo percurso
quando vierem as próximas encruzilhadas

Bem hajam!
[Com amor e carinho, para L&M]


[Imagem retirada de: http://frasesteengirl.blogspot.pt]

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Personagens improvisadas

foi no rescaldo do dia que fizeste aparecer
o ruído das horas a estalar dentro do peito
sempre essa forma incontida de dizer
a sorrir que a vida é para lá de elegante
nesse instante renasceu uma fonte
quase inexistente de instinto humano
que se repartiu por entre a beleza da razão
e a inteligência refinada da emoção
tal e qual duas personagens improvisadas
sem nunca ultrapassar essa sublime fronteira
ficámos assim a braços com o distante
figuras de proa numa simplicidade contagiante...

SChainho, In Devaneios NoCturnos

[Arlequim e Colombina. Retirado de http://www.culturamix.com/]

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Há-de vir o dia...

tão grande e pesado é o sonho que trazes na algibeira
que cresce por entre as tuas mãos abertas ao sol nascente
enquanto percorres um caminho de pedras atapetado
é pela manha que trazes o vento agarrado à tua vontade
esse desejo dilatado e transparente de eclodir
por entre as ondas do mar e de navegar em liberdade
onde o sossego te aguarda como uma mãe a um filho
há-de vir o dia em que embalado pelo calor humano
que encontras na curva sinuosa dos silêncios
suspensos num corpo desconhecido
afastarás os mil cansaços que te acompanham
e guiado pelo farol de uma sobranceira felicidade
caminharás em passos largos ao teu encontro
ainda que eu morra sem que tu chegues
há-de vir o dia…

@SChainho, In Devaneios Nocturnos

[Costa alentejana, 2014, autoria @SChainho]


terça-feira, 21 de abril de 2015

Fica difícil...

Fica difícil não atravessar a porta por onde
Encontro o deserto sombrio da tua presença
Fica difícil o cair da noite e as brumas da memória
A tecer as muralhas do horror que crescem ao teu redor
Fica difícil o caminho escuro que percorro
Na estranheza do mundo perdido em que te tornaste
Fica difícil livrar-te desse oásis corrupto
Onde a fartura da mentira rompe a serenidade e a leveza
Fica difícil fazer germinar a crença da bondade
No meio da virtude que desconheces
Fica difícil mascarar a impostura com a verdade
Onde a podridão permanece como se fosse um sonho
Fica difícil não afastar a dor e a vergonha
De um dia ter habitado o castelo de papel
Onde a maldade cresceu e o abandono não teve fim
Fica difícil…

@SChainho, In Devaneios Nocturnos

[Retirado de: http://www.themescompany.com]

domingo, 19 de abril de 2015

Uma terra sem mapas...

“Meu amor, estou à tua espera…
Quanto dura um dia quando está escuro? E uma semana? O fogo apagou-se. 
Tenho muito frio. [...] Morremos.
Morremos ricos com amantes e tribos, gostos que experimentámos, corpos em que penetrámos e em que nadámos como rios. Medos em que nos escondemos… 
Quero tudo isto marcado no meu corpo. Nós somos os verdadeiros países. 
Não as fronteiras marcadas em mapas com nomes de homens poderosos. 
Sei que virás e me levarás para o palácio dos ventos. É tudo o que quis. Passear nesse lugar contigo e com amigos. Uma terra sem mapas [...].”

(In O Paciente Inglês)

[Mar Português, da minha autoria @SChainho]



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ofereço-te os beijos

"na sombra do teu olhar há uma forma perfeita
de dizer que o mundo é para ser sentido sem dor
palpitam desejos translúcidos de forças íntimas  
a cair pelo céu aberto da esperança que te aconchega

despido do medo entregas-me esse teu jeito
de amar como as árvores em tempo de solidão
e agarrada às palavras que vagueiam nos teus braços
ofereço-te os beijos suspensos na minha poesia
que espalho sem pudor nas noites em subversão" 

@SChainho, In Devaneios Noturnos 

[Imagem retirada de: http://ericarufato.blogspot.pt]

terça-feira, 7 de abril de 2015

É hora...

"há no horizonte sem fim uma descerrada escuridão
que sempre prevalece antes de chegar a liberdade
uma tormenta suspensa na eternidade do teu olhar
preenche as folhas vazias no livro da tua imperfeição
é hora dos silêncios e dos gestos a percorrer a verdade
é hora de abraçar os recantos fiéis da tua sabedoria
é hora de trazer essa imagem que inunde o presente
sim é hora de percorrer as veias do teu pensamento
e com as minhas mãos derramar em ti o gosto puro
da minha presença a caminhar na tua imensidão"

@SChainho In Devaneios Nocturnos

[Retirada de johannomenor.blogspot.com]

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Segredos da terra

[...] tenho saudades desses outros tempos
dos tempos em que mesma era um rio aberto
que seguia pelos segredos da terra
sem medo a soletrar as veias da serra
e sozinha caía como água pura entre as rochas
na esperança de abraçar o sonho que eras tu [...]

@SChainho In Pensamentos

[Queensland, Austrália em http://tedytravel.com]

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Prelecções

e há homens que sonham em ser pais
e ocupam o tempo nos tribunais
e fazem da vida uma intriga
e gastam saliva a falar do mundo

pois eu busco sombras entre os pinhais
a terra batida e aquecida
eu procuro a areia gasta e o sol de Inverno
eu procuro o meu corpo entre os teus braços
e consigo ver a brandura nos teus olhos lassos
eu dou-me ao mar como as gaivotas se dão à terra
e nunca vou por onde vão os demais

eu levo aos ombros uma carga de sinais
e sou a esperança deles serem meus
eu sou o entusiasmo próprio de alguém
que consegue ver um pouco mais além
eu sou a vida a ser vivida
e sou o nada para lá do cais

absorvo o tempo e aguardo…
eu vim ao mundo foi p’ra me ver
e por vezes sinto dor e febre de viver
e por vezes sinto os Abismos a correr nas veias
e quero-me em toda a parte
dar-me ao vento e à leviandade

como uma mão que tacteia na escuridão
e que empurra a minh’alma para a imensidão
um dia sonhei como os homens que querem ser pais
mas tornei-me no próprio limbo das águas furtadas
hoje sou o pó dos caminhos revoltos
e o som das chuvas triviais

[Abril, 2011]

@SChainho In Pensamentos


[Imagem retirada dethousandimages.com, Lisboa]

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Improviso-te, todos os dias...

Nunca dormia sem espreitar a lua através da janela do quarto. Um vidro fosco e frio separava o rosto macerado pelo tempo e a respiração entrecortada do odor matinal das urzes que se apoderavam da parede da casa. Baixou a cabeça, como quem pede perdão, e ficou a pensar no que queria ter dito e não foi capaz:
“Das folhas em branco que busco no teu desejo, apenas preencho as que ficaram nos silêncios que nos aguardam até à eternidade. São elas que me lembram os riscos que corro quando te afasto para nunca mais te improvisar. E sim, improviso-te todos os dias porque sei que não podes ficar.”

@SChainho In Pensamentos [Devaneios nocturnos...]

[Foto retirada de: http://fotos.sapo.pt/divine]

quinta-feira, 26 de março de 2015

Destino

“[...] depois de beber da tua loucura fiquei a pensar na forma contida
como entraste na linha pura do meu destino
eras a sombra oculta que rompia na verdade nua
eras a voz sonante que rimava com a porta do meu corpo
eras a manhã que trazia poesia sem dono
agora que estás mais presente do que o verbo amar
não desistas de chegar ao fim na estrada do meu aconchego [...]”

@SChainho, In Pensamentos

[Foto worldpress.com, 2011]

sábado, 21 de março de 2015

Todos os lugares

"não sei o que faça
com os todos os lugares que não conheci
e nas ruas da minha cidade
vejo-os nas portas dos cafés, no chão,
nos beirais das casas onde mora a saudade

nesses mundos distantes onde os teus passos ecoam
há forças, tons avermelhados e sonhos de verdade

vozes de sombras em sobressalto
mostram-me esses lugares que não conheci
e relembram-me os passos dados
nas margens do que acredito

todos os lugares que não conheci
são frutos silvestres que busco nos teus lábios

e não sei o que faça;
se os reviva cá dentro só comigo
como se partissem na caravela alada que perdi
ou se os lance no turvado mar onde aprendi"

@Sónia Chainho In "Entre o Sono e o Sonho", Vol. VI, Chiado Editora, 2015.
(Antologia de Poesia Contemporânea)
[Foto: O mar em Todos os Lugares, Lisboa/Nov, 2013]

quinta-feira, 19 de março de 2015

Pai, amor perfeito

"Há uma chama que nunca se apaga,
Um abraço que sempre se eterniza,
Uma presença que marca ao longe,
Uma voz que nunca se cala.

É no silêncio que nos encontramos,
Na busca incessante e perene de um aconchego contido
Nas palavras que não dizemos, não precisamos

É sempre ontem, hoje e amanhã,
Não tem hora, dia e mês
Não tem cor, religião, nação ou razão
É sempre hoje, sempre

Porto de abrigo à espera de um navio ao longe,
Fome deserta que nunca se finda
Coração da terra, amor perfeito

És diálogo inacabado e sempre vivo
És o resumo do mundo, és princípio e fim
És tu o poema que nunca dorme
Para lá da vida que se entranha em mim"

@SChainho

[Retirado de Fotografodigital.com.br, Pai e filho no pôr do Sol]

quarta-feira, 18 de março de 2015

Devolve-me, por favor!

"Fui à varanda sorver a calmaria da noite e o ar adocicado que emanava do fundo da rua. Ao longe, um café antigo recebia gente estranha que entrava e saía, num permanente corrupio. Tal e qual um enfermo que se vai habituando ao hospital, por saber que já não consegue viver fora dele, eu tentava desesperadamente esquecer-me desta doença incurável e aguardava que a sorte te trouxesse até mim para que, antes do fim, pudesses devolver-me.
Entraste pelo quarto, sem bateres, e passaste a pertencer ao meu mundo. Apossaste-te dos meus sentidos e partilhaste a pureza e a verdade que havia nas sombras do presente. Transpirava em ti o amor avassalador que nunca percorremos.
Caminhaste na minha direcção. Acompanhava-te um choro copioso e demorado e assim, sem meios para te levantares, deitaste a cabeça sobre o meu peito. Uma vontade férrea esculpiu o meu rosto nos teus caminhos e a tua mão, impregnada com a tua doçura, tocou-me levemente como se não me quisesse abandonar. Limpaste sofregamente a face molhada e saíste na noite, sem deixar rasto. Naquela noite, sem saberes, levaste-me contigo… Devolve-me…
Devolve-me, por favor!"

@SChainho, In [Obra em construção... Próximo devaneio]

[Imagem retirada do Blog Frutos e Raízes]

quinta-feira, 12 de março de 2015

Poros da lua...

“às portas da morte deixaste a seiva da loucura
permanecer no espaço aberto da estrada que eras tu
e ainda assim continuámos silenciosamente a percorrer
a verdade através dos troncos agrestes da nossa memória
dessa casa que nunca habitaste mas que era nossa
restou a beleza do retrato dos filhos que nunca chegaram
hoje tenho a certeza que nada do que me deste era puro
pura sim era a forma como te ressuscitava em cada noite
em que vinhas sem medo por entre os poros da lua
para me fazeres acreditar que eras meu quando eu era tua (…)”

@SChainho In Pensamentos


[Retirado de minilua.com]


segunda-feira, 9 de março de 2015

Finisterra


"Nos caminhos da sorte, vejo-te na muralha dos desejos
Atravessando pontes silenciosas numa linha incontida
Fazes falta aos que não acreditam, aos ultrajados da vida
Transportas na bagagem solitária sonhos em sobressalto
E almas ancoradas ao abrigo de um barco em finisterra
És assim, feito de sombra e de luz, cetim e basalto"

@SChainho, In Pensamentos

                                                                 [Retirado do Blog RisingCities Espanha, Galicia]

segunda-feira, 2 de março de 2015

Viver das palavras e amá-las...

 Abençoada alegria que me chega pelas palavras que eu tanto amo...
"SChainho é uma das autoras de “Entre o Sono e o Sonho”, da Chiado Editora, que vai reunir centenas de poetas contemporâneos no Casino de Lisboa, dia 21 de Março".



domingo, 22 de fevereiro de 2015

Tempo suspenso

"Enquanto cerrava os olhos e estalava os dedos das mãos, desenhava-te na minha pele e quebrava o tempo suspenso nas margens do mundo para sentir que o que fazia não era ligeiro, deixava marcas. O céu quase me abraçava e sentia-o como se me arrancasse do chão para me levar para lá da tentação, para me fazer acreditar nas emoções e no mar lânguido e sorvido dos rochedos acostados nas sombras de ti."

@SChainho, In Pensamentos


[Mulher a óleo, de Soledad Fernandez]

Terra desconhecida

"Em tempos, viveu com os tímpanos perfurados, os olhos cosidos e as mãos cortadas. Apenas conseguia escrever com os pensamentos. As asas, essas, cortaram-lhas e viu-as desfazerem-se numa estrada enegrecida bordada a sombras de linho. Ainda assim, não deixou de seguir caminho, em vez de voar caminhou por entre mexas da imperfeição até uma terra desconhecida."

@SChainho, In Pensamentos


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Que seja infinito

"É na sombra desprotegida do tempo que apareces,
Na penumbra das horas, nos recantos mais secretos de mim
E é sempre dia quando estás e mesmo quando não estás
Não há noite mais quente do que aquela em que dizes,
por entre a insolvência da vida e a certeza do fim,
‘quero-te para sempre’"


@SChainho, In Pensamentos

[Retirado do Blog: Cookie Crumbs Inc]

Inocência

"[...] Tenho saudades do tempo em que
Eu mesma era um poema que se escrevia sozinho
Esse tempo de profundas e nostálgicas inocências
Onde a voz do povo me acompanhava
E as sombras das árvores eram simples confidências [...]"

@SChainho, In Pensamentos

[Imagem retirada de: http://ultradownloads.com.br/papel-de-parede/Visao-Inocente/]

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Escada em espiral

"Não raras as vezes, acordo a meio da noite e, no meio de um sonambulismo entorpecido, desço as escadas em espiral até ao rés-do-chão da casa que vi nascer para me encontrar com as palavras. Uma intimidade profunda, como quem beija em segredo e ama com todas as veias de um corpo sedento de desejo. Essa casa dos meus pais, feita de carne e de sangue, de onde emana sempre um forte odor de aconchego e calor humano que me envolve a alma. Aquela que, tal como afirmara David Mourão-Ferreira, parece sempre “aquecida por um lareira que nunca precisou de lá existir”.

@SChainho, In Pensamentos



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

No colo

“Chegado o momento, beijaste-me prolongadamente e com firmeza. Disseste, sem pejo e demagogia: ‘Não podemos ficar aqui, está frio, muito frio! Anda, vamos, quero fazer amor contigo’. Pegaste em mim, como se nunca o tivesses feito, como se aquela fosse a nossa última vez. Carregaste-me no colo, como um pai que embala um filho em tempo bélico, e atravessaste uma escadaria corroída pelo tempo até ao primeiro andar. Enquanto isso, o soalho antigo rangia, num compasso lento e soletrado, como uma espécie de impedimento da felicidade. Eras sempre assim, dizias e fazias as coisas como se não houvesse amanhã. 
E, naquele momento, não deixámos que houvesse amanhã.”

A incluir no "Próximo devaneio literário" de SChainho

[Foto retirada do Blogoom do xdoom]

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

"Aconteceste-me!


Na rua da vida, estradas humanas cruzam-se,
Os medos e os sonhos andam de mãos dadas
Com a noite fria de inverno.
E na rua, na tal onde nos cruzámos,
A harmonia atravessava a carne em brasa.
Semeaste, nessa noite fria, numa noite escura,
A verdade em mim.
Aconteceste-me!"
@SChainho, in Pensamentos
(25 jan, 2015)

[Foto retirada do Blog: Contos de uma história sem fim!]