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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O Espelho

“Não era a vaidade que a atraia para o espelho, 
mas o espanto de descobrir-se.” (Milan Kundera)

E naquele dia, descobriu-se como nunca antes se descobrira
Levantou-se, sem vaidades,
Manhã submersa, clara, cinzenta e fria 
e não fez perguntas, 
nem ensaios, nem rodeios ou escolhas... não podia!
A mesma rotina, as mesmas horas, a mesma certeza
E, assim, de braços dados com o azulejo frio da parede
e o olhar constante de quem nada tinha para dizer,
defrontou-se apenas com aquele gigante, 
dividido em fragmentos eternos e penetráveis 
invadindo a alma em golfadas de silêncio,
a que chamamos vida e que pesa, pesa muito...
Um peso em forma de fronteira a marcar os limites 
da possibilidade humana entre países desconhecidos 
E, logo ali, a estação intermédia do tempo em que mergulhava
Afigurou-se-lhe como se fosse uma pluma 
a cair numa serenidade cruel e inverosímil sem chão 
certo para a acolher.
Agora, de cada vez que olhar para o espelho,
descobre o amor escondido e são,
nas metáforas da carne e da pele que nunca conheceu.
SChainho
(18/10/2016)

[Retirado de: http://alemdamidia.info]

domingo, 7 de fevereiro de 2016

"Florestas Submersas"

A noite,
a braços com a terra
filha de um deus maior, 
morre na tua boa...
É na imensidão de ti 
que a pureza se entranha
na pele porosa, onde
os sentidos desfalecem...
A noite, irmã confidente
de manhãs inacabadas,
de onde renascem,
para além do horizonte
"Florestas Submersas"!


https://www.youtube.com/watch?v=yzrNZW2clBY


("Florestas Submersas", no Oceanário em Lisboa)