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terça-feira, 21 de novembro de 2017

A casa do meu avô

"Caminhamos na Luz eterna que nos aconchega
Sempre! Não tenham ilusões porque será sempre assim!
E, atravessando as memórias escondidas
atrás de uma figueira indomável e perpetuada pela alegria dos que a viram
medrar, a casa do meu avô vislumbra-se mais leve e sublime,
ainda que menos apetecível ao comum dos mortais.
Nela, há cheiro a madeira bolorenta, carcomida pela traça do tempo,
enquanto sarças ardentes e espinhosas corrompem a parede
revestida de cal e saudade. São como demónios em epifania,
numa dança fúnebre, a exortarem a falência das memórias
que nunca se extinguirão. Sempre que me sento no seu regaço,
ainda se ouve o tilintar das porcelanas e dos copos
que transpiram a vida e enfunam a minha alma de consolo.
Arrefeceram os dias, há erva fresca pelo chão…
         - É hora de partir!
Viro as costas para dizer Adeus, enquanto caem dos meus olhos
poemas urgentes sibilando a solidão. E há silêncios demorados a gritarem,
por entre as coisas mortas ali deixadas à sua sorte,
a eterna Luz que me aconchega."

@Schainho, Devaneios...


["old house westport"
Atist: thomas worthington whittredge, in http://artforsalediscount.com]

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Segredos da terra

[...] tenho saudades desses outros tempos
dos tempos em que mesma era um rio aberto
que seguia pelos segredos da terra
sem medo a soletrar as veias da serra
e sozinha caía como água pura entre as rochas
na esperança de abraçar o sonho que eras tu [...]

@SChainho In Pensamentos

[Queensland, Austrália em http://tedytravel.com]

sábado, 21 de março de 2015

Todos os lugares

"não sei o que faça
com os todos os lugares que não conheci
e nas ruas da minha cidade
vejo-os nas portas dos cafés, no chão,
nos beirais das casas onde mora a saudade

nesses mundos distantes onde os teus passos ecoam
há forças, tons avermelhados e sonhos de verdade

vozes de sombras em sobressalto
mostram-me esses lugares que não conheci
e relembram-me os passos dados
nas margens do que acredito

todos os lugares que não conheci
são frutos silvestres que busco nos teus lábios

e não sei o que faça;
se os reviva cá dentro só comigo
como se partissem na caravela alada que perdi
ou se os lance no turvado mar onde aprendi"

@Sónia Chainho In "Entre o Sono e o Sonho", Vol. VI, Chiado Editora, 2015.
(Antologia de Poesia Contemporânea)
[Foto: O mar em Todos os Lugares, Lisboa/Nov, 2013]

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Inocência

"[...] Tenho saudades do tempo em que
Eu mesma era um poema que se escrevia sozinho
Esse tempo de profundas e nostálgicas inocências
Onde a voz do povo me acompanhava
E as sombras das árvores eram simples confidências [...]"

@SChainho, In Pensamentos

[Imagem retirada de: http://ultradownloads.com.br/papel-de-parede/Visao-Inocente/]