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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Bagagem

"há na bagagem um cheiro a terra
que surge do nada, sempre que piso as madrugadas
cada um tem a sua e estão sempre cheias. as bagagens, claro!
porque as madrugadas não podem estar cheias se pensarmos
que é na noite que nos entregamos cegamente às ilusões
e ao abandono ao qual nos afeiçoámos.
depois de um passeio enviesado pelas nesgas das ruas
vazias de amor, surgem-me na memória os rostos nunca
esquecidos dos que imploraram pela vida
com os olhos fartos de tanta angústia. Sombras de um calendário
que se entranha de forma abrupta na carne aquecida pelo sol.
como não sei bem o que ando por ali a fazer
e as pernas devolvem-me a Liberdade que muitos
nunca chegam a conhecer
pego na chave de casa e dou-lhe o direito de me trazer
a Felicidade. Avassaladora e sem arestas."
SChainho@
[Foto retirada de: lounge.obviousmag.org]

domingo, 7 de fevereiro de 2016

"Florestas Submersas"

A noite,
a braços com a terra
filha de um deus maior, 
morre na tua boa...
É na imensidão de ti 
que a pureza se entranha
na pele porosa, onde
os sentidos desfalecem...
A noite, irmã confidente
de manhãs inacabadas,
de onde renascem,
para além do horizonte
"Florestas Submersas"!


https://www.youtube.com/watch?v=yzrNZW2clBY


("Florestas Submersas", no Oceanário em Lisboa)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ofereço-te os beijos

"na sombra do teu olhar há uma forma perfeita
de dizer que o mundo é para ser sentido sem dor
palpitam desejos translúcidos de forças íntimas  
a cair pelo céu aberto da esperança que te aconchega

despido do medo entregas-me esse teu jeito
de amar como as árvores em tempo de solidão
e agarrada às palavras que vagueiam nos teus braços
ofereço-te os beijos suspensos na minha poesia
que espalho sem pudor nas noites em subversão" 

@SChainho, In Devaneios Noturnos 

[Imagem retirada de: http://ericarufato.blogspot.pt]

quarta-feira, 18 de março de 2015

Devolve-me, por favor!

"Fui à varanda sorver a calmaria da noite e o ar adocicado que emanava do fundo da rua. Ao longe, um café antigo recebia gente estranha que entrava e saía, num permanente corrupio. Tal e qual um enfermo que se vai habituando ao hospital, por saber que já não consegue viver fora dele, eu tentava desesperadamente esquecer-me desta doença incurável e aguardava que a sorte te trouxesse até mim para que, antes do fim, pudesses devolver-me.
Entraste pelo quarto, sem bateres, e passaste a pertencer ao meu mundo. Apossaste-te dos meus sentidos e partilhaste a pureza e a verdade que havia nas sombras do presente. Transpirava em ti o amor avassalador que nunca percorremos.
Caminhaste na minha direcção. Acompanhava-te um choro copioso e demorado e assim, sem meios para te levantares, deitaste a cabeça sobre o meu peito. Uma vontade férrea esculpiu o meu rosto nos teus caminhos e a tua mão, impregnada com a tua doçura, tocou-me levemente como se não me quisesse abandonar. Limpaste sofregamente a face molhada e saíste na noite, sem deixar rasto. Naquela noite, sem saberes, levaste-me contigo… Devolve-me…
Devolve-me, por favor!"

@SChainho, In [Obra em construção... Próximo devaneio]

[Imagem retirada do Blog Frutos e Raízes]

quinta-feira, 12 de março de 2015

Poros da lua...

“às portas da morte deixaste a seiva da loucura
permanecer no espaço aberto da estrada que eras tu
e ainda assim continuámos silenciosamente a percorrer
a verdade através dos troncos agrestes da nossa memória
dessa casa que nunca habitaste mas que era nossa
restou a beleza do retrato dos filhos que nunca chegaram
hoje tenho a certeza que nada do que me deste era puro
pura sim era a forma como te ressuscitava em cada noite
em que vinhas sem medo por entre os poros da lua
para me fazeres acreditar que eras meu quando eu era tua (…)”

@SChainho In Pensamentos


[Retirado de minilua.com]


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Que seja infinito

"É na sombra desprotegida do tempo que apareces,
Na penumbra das horas, nos recantos mais secretos de mim
E é sempre dia quando estás e mesmo quando não estás
Não há noite mais quente do que aquela em que dizes,
por entre a insolvência da vida e a certeza do fim,
‘quero-te para sempre’"


@SChainho, In Pensamentos

[Retirado do Blog: Cookie Crumbs Inc]

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

"Aconteceste-me!


Na rua da vida, estradas humanas cruzam-se,
Os medos e os sonhos andam de mãos dadas
Com a noite fria de inverno.
E na rua, na tal onde nos cruzámos,
A harmonia atravessava a carne em brasa.
Semeaste, nessa noite fria, numa noite escura,
A verdade em mim.
Aconteceste-me!"
@SChainho, in Pensamentos
(25 jan, 2015)

[Foto retirada do Blog: Contos de uma história sem fim!]