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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

O futuro cresce dentro de mim

"Cresce dentro de mim um futuro 
cheio de pressa. Inesperadamente, 
uma janela abre-se no meio da neblina 
e as labaredas misturam-se com as águas do mar
numa tormenta inexpugnável e solitária. 

Uma eternidade é uma eternidade. 

Há nas entranhas um cheiro a Terra 
e a Luz. Replicam-se as dores, a paz tem rosto.
Mergulho sem lágrimas no sentido frio 
das coisas que não se explicam.
Hei-de levar o meu sonho através da carne
que palpita a cada passagem do tempo.
Dentro de mim, seguram-se as horas
de um mundo por descobrir. Uma 
nova riqueza sobeja-me no sangue 
e há uma viagem em segredo por fazer.

Entreguei a alma. 
Que será do Amor, quando o futuro
continuar a crescer fora de mim?"

@SChainho, 15 de Janeiro, 2019



[Nebulosa de Órion, retirado de: https://www.apolo11.com]

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Segredos da terra

[...] tenho saudades desses outros tempos
dos tempos em que mesma era um rio aberto
que seguia pelos segredos da terra
sem medo a soletrar as veias da serra
e sozinha caía como água pura entre as rochas
na esperança de abraçar o sonho que eras tu [...]

@SChainho In Pensamentos

[Queensland, Austrália em http://tedytravel.com]

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Prelecções

e há homens que sonham em ser pais
e ocupam o tempo nos tribunais
e fazem da vida uma intriga
e gastam saliva a falar do mundo

pois eu busco sombras entre os pinhais
a terra batida e aquecida
eu procuro a areia gasta e o sol de Inverno
eu procuro o meu corpo entre os teus braços
e consigo ver a brandura nos teus olhos lassos
eu dou-me ao mar como as gaivotas se dão à terra
e nunca vou por onde vão os demais

eu levo aos ombros uma carga de sinais
e sou a esperança deles serem meus
eu sou o entusiasmo próprio de alguém
que consegue ver um pouco mais além
eu sou a vida a ser vivida
e sou o nada para lá do cais

absorvo o tempo e aguardo…
eu vim ao mundo foi p’ra me ver
e por vezes sinto dor e febre de viver
e por vezes sinto os Abismos a correr nas veias
e quero-me em toda a parte
dar-me ao vento e à leviandade

como uma mão que tacteia na escuridão
e que empurra a minh’alma para a imensidão
um dia sonhei como os homens que querem ser pais
mas tornei-me no próprio limbo das águas furtadas
hoje sou o pó dos caminhos revoltos
e o som das chuvas triviais

[Abril, 2011]

@SChainho In Pensamentos


[Imagem retirada dethousandimages.com, Lisboa]

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Terra desconhecida

"Em tempos, viveu com os tímpanos perfurados, os olhos cosidos e as mãos cortadas. Apenas conseguia escrever com os pensamentos. As asas, essas, cortaram-lhas e viu-as desfazerem-se numa estrada enegrecida bordada a sombras de linho. Ainda assim, não deixou de seguir caminho, em vez de voar caminhou por entre mexas da imperfeição até uma terra desconhecida."

@SChainho, In Pensamentos