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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Uma viagem a outro mundo (Israel, Agosto de 2012)


Uma viagem a outro mundo
Agosto, 2012
Realizei uma viagem a outro mundo para saber como era esse outro mundo. Comigo levava expectativas, vontades, desejo de saber e ver aquilo que não sabia e que nunca tinha visto. Voltei de mãos cheias e com a alma a transbordar, vi e ouvi tudo o que havia para ver e ouvir, e chorei, como quem perde um ente querido numa sombra de angústia e desolação. Levou algum tempo para me recompor, para trazer de volta o eu que foi para lá. Percebi, mais tarde, que esse eu que foi nunca mais voltou, não mais existe...
Ouvi o que nunca deveria ser ouvido, vi o que os meus olhos nunca deveriam ter visto, uma trança de cabelo de uma criança que nunca mais cuidou dela; livros que os seus donos nunca mais desfolharam; sapatos de gente que nunca mais os calçou; roupa de quem nunca mais a vestiu; brinquedos de quem nunca mais pode brincar; sonhos que nunca se chegaram a realizar; sorrisos registados em fotografias de pessoas que nunca mais voltaram a sorrir; vagões de comboios preparados para entrar nos matadouros que transportaram gente que nunca deveria ter lá entrado; braços tatuados com números que queimam o corpo e a alma; nomes de crianças que desapareceram deixando rastos de cinza e que nunca mais me sairão da memória; depoimentos de gente que viu, sentiu e viveu os horrores dum inferno inconcebível e que hoje são os grandes testemunhos de vida e de coragem.
E o que fazer com esses dias? Que fazer com tudo o que trazia dentro de mim? Já não há volta a dar. A cicatriz é muito grande, as certezas também! Vim cheia de certezas!
A certeza de que é preciso nunca esquecer – 6 milhões de pessoas barbaramente assassinadas.
A certeza de que é preciso divulgar os seus rostos, nomes e idades. A certeza de que houve Shoá, nos seus múltiplos lados negros e que nunca mais poderá voltar! A certeza de que é preciso dar no meu mundo, uma casa, um lugar, um nome eterno a cada um que nunca deverá apagar-se…
Enquanto a minha memória perdurar, “espalharei por toda a parte, se assim me ajudar o engenho e a arte”, que em tempos houve homens, mulheres e crianças que viveram a Shoá, que grande parte desses homens, mulheres e crianças sofreram tudo o que havia para sofrer, uns resignados outros nem tanto, e que esse sofrimento deverá ficar registado em cada pedra, em cada alma, em cada mundo para que nunca mais seja esquecido. Assim como não deverá ser esquecido, o sonho de cada um e a verdade nele contida. E que nem todos esses homens, mulheres e crianças pereceram no Holocausto e por isso hoje são reflexo de amor e coragem, são raízes que cresceram e fizeram nascer vida. Por isso, a minha lembrança é amor, é cuidar, é relembrar, é enaltecer.
Vim com a certeza de que depois da morte houve vida e com a dúvida para qual nunca mais encontrarei resposta: “Como foi humanamente possível? Como?!”

Bem hajam... a todos os que me acompanharam nesta jornada.
SChainho

terça-feira, 3 de julho de 2012

Por terras ribatejanas: Chamusca, terra de cultura...

Caríssimos,

Para quem já me conhece, não será com certeza surpresa, dizer-vos que termino mais uma etapa com sentimento de dever cumprido. Este ano, a passagem fez-se por essa grande terra, bem no centro do nosso país, a CHAMUSCA, terra com cheiro a cultura, onde esse animal fantástico que é o cavalo, marca sem dúvida a sua presença de forma forte e vigorante.

Para além das relações interpessoais efetuadas e a entrega a um percurso cheio de novidades e surpresas, deixo-vos com algumas das atividades nas quais participei e empreendi e que trouxeram a motivação aos alunos envolvidos, nesse palco fantástico que é a ESCOLA.

A todos os que me ajudaram a cumprir mais este caminho, aos meus alunos acima de tudo, aos meus colegas de trabalho que souberam reconhecer o que de melhor há em mim, aos membros da direção, aos colegas e amigos (Rosa, Isabel, Regina, João... João, lá deixei o papelinho num cantinho daquele Muro, longe, longe daqui...) pela alegria e cumplicidade, aos funcionários que me brindaram com o seu bom humor, profissionalismo e atenção, aos colegas de PIEF, pela força que depositam nesse projeto tão avassalador e gratificante - o PIEF - e por ajudarem a concretizar muitas destas atividades, o meu

MUITO OBRIGADA E BEM HAJAM!

Até sempre!

Uma das primeiras atividades - a árvore de Natal.
Que dor de cabeça me deu a fazer esta, parece quase um bolo de chocolate... a direção gosto, comprou-a!!! (Obrigada à Leonor e à Maria pela colaboração e dedicação, pelas horas incansáveis quando o desespero já apertava...)




Estas queridas, alunas do 6.º E e 6.º B dedicaram-se de corpo e alma ao Infante D. Henrique (ele merece!),
As horas na Biblioteca valeram a pena! Só não perdeu quem não veio para a "festa!"
Estão de Parabéns!



E que fazer no período de férias da Páscoa?! Nada como um belo castelo, relembrando outras épocas e outros valores! Meninos e meninas dos 5.º anos estão de parabéns! Os alunos ficaram mais artistas e a escola mais rica!!! Belo trabalho!















O NAMORO NO SÉCULO XVIII/XIX
Se pensam que namorar nesta época era como hoje, enganam-se!
Os alunos PIEF e os alunos de 6.º ano sabem bem que não!
Belo trabalho pessoal!










"E depois do adeus", e depois... chegou o 25 DE ABRIL!
Vivam os alunos PIEF que, em colaboração com os alunos do 6.º ano e 9.º anos (Colega Rosa Caeiro)
realizaram este singelo cartaz, que foi realizado com muito empenho e carinho!
A distribuição de cravos também não correu nada mal!













E por fim, um teatro tão desejado e requisitado pelos alunos do 5.º D.
Estiveram à altura quando contaram aos pais e EE como nasceu Portugal.
A lição ficou estudada! Muito bem!





A DT Isabel com os seu pupilos.
Sem ela, nada disto teria sido possível...

E por fim, após tanto trabalho...
Um convívio merecido! Humm, Sandrina as saladas estavam divinas!





terça-feira, 29 de maio de 2012


NA ÉPOCA DOS PRÍNCIPES ENCANTADOS...

No baú das minhas memórias, no canto mais profundo e bonito do meu ser, guardo com elevada estima e profunda saudade destes momentos únicos e inesquecíceis. Muito obrigada a todos!
(Junho de 2008 - Colégio de Andrade Corvo - Feira Medieval)

(Xadrez em plena Época Medieval)


 (A tão aguardada chegada de El-Rei D. Sancho I)


 (Lutas e torneios)


 (Desfile dos grupos sociais)


(Os reis de Portugal em Torres Novas) 


 (Dança medieval)



 (D. Inês de Castro acompanha D. Constança, no seu casamento))


(Casamento de D. Pedro com D. Constança)