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No colo

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“Chegado o momento, beijaste-me prolongadamente e com firmeza. Disseste, sem pejo e demagogia: ‘ Não podemos ficar aqui, está frio, muito frio! Anda, vamos, quero fazer amor contigo’ . Pegaste em mim, como se nunca o tivesses feito, como se aquela fosse a nossa última vez. Carregaste-me no colo, como um pai que embala um filho em tempo bélico, e atravessaste uma escadaria corroída pelo tempo até ao primeiro andar. Enquanto isso, o soalho antigo rangia, num compasso lento e soletrado, como uma espécie de impedimento da felicidade.  Eras sempre assim, dizias e fazias as coisas como se não houvesse amanhã.  E, naquele momento, não deixámos que houvesse amanhã.” A incluir no " Próximo devaneio literário " de SChainho [Foto retirada do B logoom do xdoom ]

"Aconteceste-me!

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Na rua da vida, estradas humanas cruzam-se, Os medos e os sonhos andam de mãos dadas Com a noite fria de inverno. E na rua, na tal onde nos cruzámos, A harmonia atravessava a carne em brasa. Semeaste, nessa noite fria, numa noite escura, A verdade em mim. Aconteceste-me!" @SChainho, in Pensamentos (25 jan, 2015) [Foto retirada do Blog: Contos de uma história sem fim!]

FINITUDE

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“Ficaram na pele um do outro até cegarem de emoção. Transpirava neles o desejo de amar até ao fim dos seus dias, mas recusaram-se a pensar no futuro e no fim dos dias. No exacto momento em que o desejo chegou, responderam aos impulsos e entregaram-se com a intensidade de uma onda a invadir chão alheio. Levados pela emoção e carência do momento, trouxeram de mãos dadas a felicidade a rebentar pelas costuras e acreditaram que ela duraria, quem sabe para sempre, por entre as brechas da imperfeição. E durou… Ah, mas eles fizeram-na durar até ao dia em que a estrada se quebrou e o óbvio aconteceu – ele levou o calor do seu corpo para outro e ela espalhou o silêncio entre eles para abafar o inverno que crescia dentro dela. “Estou farto de tudo”, disse-lhe ele com uma certeza mais abrupta do que um terramoto. “E eu também…”, gritou ela para dentro do ar que custava a respirar e esperou que a calma e o descanso invadissem o espaço que era deles, para depois se apresent...

Mundo kafkaniano

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A mesa do escritório estava cheia de papéis, livros e pó por limpar. Num dos cantos, junto ao candeeiro, eles estavam em pilha à espera de serem lidos e dissecados. Sim, os malditos testes! Nunca me habituara à ideia de terminar um ano lectivo carimbando os alunos com um número. Peguei na esferográfica verde e comecei a penosa tarefa. De repente, entrei em transe! Num deles, alguém escrevera sobre os povos desconhecidos da época dos Descobrimentos:  “Antigamente, as pessoas andavam sem cabeça e as que a tinham, normalmente, andavam com ela debaixo do braço.” Li novamente, não havia dúvida! A resposta parecia saída de um filme de terror! Recostei-me na cadeira para aliviar a massa cinzenta. Estes rasgos de criatividade kafkaniana deixavam-me extasiada e boquiaberta, por vezes, havia momentos que sentia frustração, como se o mundo me caísse ou me devorasse. Abri a porta e saí de rompante para aclarar ideias e afastar o calor que crescia nas entranhas. A cabeça, ess...

Neste país que é o meu, o teu, o nosso…

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“ Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar .” FP Num país que sofre todos os dias mudanças e reestruturações nunca antes vistas pós 25 de Abril e à velocidade de um tornado, tenho para mim que é preciso fazer cumprir o espírito de Fernando Pessoa; Num país em que a Crise anda de braços dados com inconstâncias, incongruências, atropelos e euforias no mundo da Educação de jovens e professores (Tão cara e fundamental à sanidade mental e progresso de uma nação!); Num país que atravessa duras provações a todos os níveis e que carece de gente idónea, pronta e vencedora de todos os lados (governantes e governados) Num país que sofre com os erros de um passado (um passado-recente) e que aparentemente não sabe aprender com as falhas do presente, Neste país, Neste país que é o meu, Neste país que é o teu, Neste país que é o nosso, que, lá bem no íntimo QUEREMOS, A...

Touros: uma tradição com “cultura” e “amor”

Meus amigos e seguidores, Um VOTO (5***** perto do título, nas estrelas do lado direito), para um mundo melhor para as nossas gerações futuras! Pelo fim da tortura! ;)  Obrigada Touros: uma tradição com “cultura” e “amor”

Peregrinação: Quando a fé tem o rosto de um caminho...

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O acto de  peregrinação  (caminhar “para” ou “por algo”), como expressão máxima da  fé  e da espiritualidade, assume-se como uma força transcendente na relação humana com o sobrenatural e na sua consequente materialização. Veja aqui, como a fé pode estar num caminho... http://todosjuntos.info/peregrinacao-quando-a-fe-tem-o-rosto-de-um-caminho-87/#.UmUyZXCkrEU http://www.bv-guimaraes.org/site/wp-content/uploads/peregrinos.jpg

Alguma vez apanhou uma bebedeira de emoções?

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Artigo subordinado às nossas emoções, aos nossos sentidos, a tudo o que nos faz humanos. http://passaotempo.info/bebedeira-de-emocoes-nunca-abdique-delas-51/

"Orgulhosamente sós"

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Artigo sobre o nosso PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS. Visitem o link, deixem a vossa opinião, partilhem... Obrigada http://www.arteseartes.info/orgulhosamente-sos-e-abandonados-e-devotados-ao-esquecimento-43/#.UlxoM1P7U4M

Tempos de escravatura...

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Caríssimos, Eu sei, eu sei que tenho andado arredada, mas não tenho, apenas camuflada! Deixo-vos 3 artigos, da minha autoria, que estão a ser publicados em Blogs (não são meus, mas de dois jornalistas portugueses). Espero que gostem, que leiam, que se inquietem como eu me inquieto, que PARTILHEM, publicitem na vossa rede de amigos (face, email, etc). Deixem o vosso testemunho nos referidos Blogs! O "palco" é vosso! Podem levar o que aqui é partilhado! Obrigada aos que me lêem :) http://passaotempo.info/bebedeira-de-emocoes-nunca-abdique-delas-51/ http://ensinar.info/tempos-de-escravatura-a-de-ontem-e-a-de-hoje-36/#.UlxWEFP7U4N